domingo, 25 de janeiro de 2026
PR1 Palmela, Serra dos Gaiteiros, Vale de Barris e Serra do louro
sábado, 17 de janeiro de 2026
Mata dos Medos e Passadiços das Arribas de Fonte da Telha
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Almada, o parque da paz, o Cristo Rei e as vistas do rio

Imagem do Wikiloc
Trilha circular com início no parque de estacionamento do Centro Sul (gratuito), com passagem pelo Parque da Paz, Parque Urbano do Pragal e pelo Santuário do Cristo Rei.
Após a passagem pelo Cristo Rei, o percurso dirige-se até às margens do rio Tejo, sempre com uma vista privilegiada para a Ponte 25 de Abril, passando junto às ruínas da Quinta da Arealva.
Continua junto ao rio até ao Cais do Ginjal e sobe pela Rua do Olho de Boi até ao Centro de Arte da Quinta da Cerca. Após a visita à quinta, regressamos à Rua do Ginjal pela escadaria junto ao elevador.
O percurso segue pela Rua do Ginjal, sempre junto ao Tejo, até Cacilhas. De seguida, passamos junto ao Farol de Cacilhas, ao submarino Barracuda e à Fragata D. Fernando II e Glória.
Depois, seguimos pela Avenida Aliança Povo MFA até ao Mercado da Romeira, onde podemos observar várias pinturas de arte urbana.
Parque da Paz
O Parque da Paz é um parque urbano situado na cidade de Almada. Tem cerca de 60 hectares e foi projetado pelo arquiteto Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1995. Desde então, os almadenses e visitantes da cidade podem usufruir deste vasto espaço verde.
Para além de extensos relvados e zonas arborizadas, o parque conta com um lago que serve de bacia de retenção da Vala do Caramujo, áreas desportivas e várias obras de arte.
Entre estas destaca-se o Monumento à Paz, um conjunto escultórico construído em ferro, situado numa das entradas norte do parque. Esta obra, da autoria de João Aurélio, pretende sublinhar a complexa dificuldade que muitas vezes caracteriza os caminhos da paz entre os homens, realçando os valores da tolerância, compreensão e respeito pelos outros, princípios essenciais à elevação do ser humano.
Cristo Rei
O Santuário Nacional do Cristo Rei, ou simplesmente Cristo Rei, é um santuário e monumento religioso inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, localizado na freguesia do Pragal, no município de Almada, na Área Metropolitana de Lisboa, em Portugal. Foi construído na década de 50 do século passado e inaugurado em maio de 1959.
A sua base constitui um excelente miradouro sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a cidade de Lisboa.
Está aberto ao público todos os dias, entre as 10h00 e as 17h00.
Quinta da Arealva
A Quinta da Arealva é um monumento no município de Almada, na margem sul do rio Tejo, em Portugal. Consiste nas ruínas de uma antiga propriedade agrícola ligada à produção de vinho que, para além dos terrenos de vinha, incluía um palácio e várias estruturas de apoio à viticultura, como armazéns, tanoarias e um cais fluvial.
A quinta situa-se junto ao Cais do Olho de Boi, na zona do Ginjal, em Almada, e localiza-se nas imediações do Santuário Nacional do Cristo Rei. Trata-se de uma propriedade de grandes dimensões que inclui as antigas dependências do palácio, um antigo complexo vinícola com as respetivas estruturas de apoio, como armazéns, um cais no rio Tejo e um estaleiro, vários edifícios residenciais e uma ponte em madeira e alvenaria.
Alguns dos edifícios, como os antigos armazéns e a tanoaria, são de construção setecentista e integram o estilo pombalino. Um dos elementos mais destacados da propriedade é o antigo jardim da quinta, situado a cerca de 48 metros de altitude, nas imediações da Igreja de São Paulo.
(Fonte: Wikipédia – Quinta da Arealva)
Casa da Cerca
Construída entre o final do século XVII e o início do século XVIII, a Casa da Cerca foi a casa senhorial de uma quinta de recreio, conhecida como “Palácio” ou “Quinta da Cerca”. Situada na zona antiga de Almada, desfruta de uma localização privilegiada, oferecendo uma das mais marcantes perspetivas sobre a cidade de Lisboa e o rio Tejo. A visita ao espaço da quinta é gratuita.
Jorge Soares
Setúbal, a serra de São Luís e a subida à Vigia

Imagem do Wikilock
A Serra de São Luís encontra-se inserida no Parque Natural da Arrábida e tem, no seu topo, o ponto mais elevado do concelho de Palmela e segundo ponto mais alto da Serra da Arrábida, com 395 metros de altitude. Situa-se no extremo nordeste e forma a segunda linha de serras do Parque Natural da Arrábida, conjuntamente com a Serra dos Gaiteiros (226 m).
Desde tempos muito remotos que a Serra de São Luís tem sido ocupada e utilizada pelos seres humanos nas mais diversas vertentes, ficando, assim, ao longo dos tempos, marcas dessa presença. As pedreiras existentes serão talvez a marca mais visível, constituindo uma “cicatriz” bem marcada na paisagem. Estas pedreiras foram encerradas na década de setenta do século XX, aquando da criação do Parque Natural da Arrábida. Nelas era extraído calcário, mas também a famosa Brecha da Arrábida. Numa das pedreiras é possível observar pegadas de dinossauros.
Na vertente sul encontra-se a Ermida de São Luís da Serra, bem como uma pequena capela, um miradouro e um parque de merendas. No topo está instalado um posto de vigia dos guardas do Parque Natural da Arrábida, sendo o seu acesso um dos mais populares da serra.
A Ermida de São Luís da Serra é um local histórico e religioso no Parque Natural da Arrábida, próximo de Setúbal, muito procurado para caminhadas e trilhos pedestres, especialmente a rota circular que por ali passa. Oferece vistas deslumbrantes e constitui um ponto de convívio tradicional, com celebrações de pastores na Pascoela e a bênção de animais.
Iniciámos a caminhada junto à Escola Secundária do Viso, seguindo antigos caminhos da serra até ao Grelhal. Após a travessia da EN10, inicia-se a subida que nos leva até à Capela de São Luís.
O miradouro junto à capela proporciona vistas amplas sobre a Serra da Arrábida até ao Formosinho, o estuário do Sado, Tróia e a cidade de Setúbal.
De seguida, percorremos trilhos e estradões que contornam a serra, até iniciarmos a subida à Vigia.
Passando por uma das antigas pedreiras de Brecha da Arrábida, seguimos um trilho em zigue-zague até chegarmos ao local onde foi colocada a mesa. Trata-se de um miradouro com quase 360 graus, oferecendo vistas desafogadas sobre toda a Serra da Arrábida e, em dias claros, sobre a costa atlântica quase até Sines e, para norte, o rio Tejo, Lisboa e a Serra de Sintra.
Infelizmente, calhou-nos um dia de nuvens baixas e poucas vistas.
Após passarmos pelo posto da Vigia, iniciámos a descida pelo estradão que nos levou novamente à EN10.
De regresso ao Grelhal, o retorno ao ponto de partida fez-se pelo troço de calçada romana até ao Viso.
O trilho tem bastantes sombras pelo que pode ser percorrido em qualquer altura do ano, a parte mais exposta é o estradão, pelo que recomendo que seja feito no sentido dos ponteiros do relógio.
Mais detalhes e fotografias no wikiloc
Fonte (Wikipédia)
Dar a volta à lagoa de Albufeira

Este trilho contorna a Lagoa de Albufeira, passando pela Herdade da Apostiça e pelo posto de observação de aves da lagoa, oferecendo paisagens variadas ao longo de todo o percurso.
Entre o posto de observação de aves e a Herdade da Apostiça existe um troço de cerca de 2,5 km feito por estrada, onde é aconselhável algum cuidado, sobretudo em dias com mais trânsito.
Já tinha realizado este trilho duas vezes no passado, ambas durante o verão, quando a lagoa apresentava níveis de água mais baixos. Desta vez, encontrei uma realidade bem diferente: a lagoa estava cheia, o que reduziu a caminhada junto à margem e aumentou os troços de areia, tornando o percurso fisicamente mais exigente.
Uma das grandes surpresas foram as valas e pequenos ribeiros com bastante água. Entre os quilómetros 3 e 5, foi necessário aumentar significativamente o percurso devido à impossibilidade de atravessar uma das valas, completamente cheia. Pelo caminho, houve ainda lugar à travessia de um pequeno ribeiro a vau e à superação de um troço com bastante lama, que exigiu alguma atenção redobrada.
No final, foi uma caminhada diferente do habitual, com uma lagoa transformada e novas perspetivas sobre um trilho que já conhecia. Um passeio fantástico, ideal para quem gosta de natureza, desafio e descoberta.


Dados Técnicos:

Jorge Soares
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