Mostrar mensagens com a etiqueta passadiços. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta passadiços. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Ecovia do Arda – Caminhar ao Som da Água em Arouca

 


Há trilhos que se fazem pelos quilómetros. Outros fazem-se pelas sensações. A Ecovia do Arda é, sem dúvida, um daqueles percursos onde a paisagem, a água e o verde intenso nos acompanham a cada passo.

Localizada em Arouca, esta ecovia desenvolve-se ao longo de cerca de 11 km, ligando a vila ao lugar da Ribeira (Tropeço), sempre com a presença constante do Rio Arda como cenário principal.



Um percurso acessível e variado

Trata-se de um percurso linear, com piso que alterna entre passadiços de madeira e troços em cimento, o que o torna acessível e confortável para a maioria das pessoas. Pode ser feito na totalidade ou adaptado a distâncias mais curtas — ideal para quem quer uma caminhada tranquila ou um passeio em família.

O trilho percorre grande parte do vale do Arda, numa envolvência marcadamente rural e agrícola. Campos cultivados, pequenas pontes, açudes e vegetação ribeirinha criam um ambiente sereno e genuíno.


Fevereiro: verde intenso e água em abundância

Num fevereiro particularmente chuvoso, encontramos o vale em todo o seu esplendor. Havia água em abundância: no rio, nos ribeiros e até nos campos que o rodeiam.

O vale vestia-se de um verde intenso e a água “cantava” nas inúmeras quedas de água, cascatas naturais e açudes. Um verdadeiro espetáculo natural, onde cada curva do trilho traz uma nova perspetiva.



Arouca 

Arouca é uma vila portuguesa situada no distrito de Aveiro, integrada na Área Metropolitana do Porto, mas já com uma forte identidade serrana. Rodeada por montanhas, vales profundos e rios de águas límpidas, é um destino cada vez mais procurado por quem valoriza natureza, património e tranquilidade.

O seu centro histórico é acolhedor e marcado pela presença imponente do Mosteiro de Arouca, fundado no século X e profundamente ligado à história de D. Mafalda. Este monumento é uma das maiores referências patrimoniais da região e ajuda a compreender a importância histórica da vila. À sua volta, ruas tradicionais, pequenos comércios e pastelarias mantêm viva a autenticidade local.

Pode ser visitada em qualquer altura do ano: na primavera, os campos vestem-se de verde e flores; no verão, os rios convidam a mergulhos e caminhadas; no outono, as serras ganham tons dourados; e no inverno, a chuva intensifica o caudal das ribeiras e cascatas.

Arouca é, acima de tudo, um destino onde natureza e história convivem em harmonia, convidando a abrandar o ritmo e a desfrutar da paisagem com tempo.



O rio Arda

O Rio Arda é um curso de água do Norte de Portugal e um dos afluentes do Rio Douro. Nasce na Serra da Freita, no concelho de Arouca, e percorre vários quilómetros por vales marcadamente rurais até desaguar no Douro, no concelho de Castelo de Paiva.

Ao longo do seu percurso, o Arda atravessa zonas agrícolas, pequenas aldeias e áreas de vegetação ribeirinha bem preservada. O seu vale é amplo e fértil, moldado pela ação da água ao longo de milhares de anos.

O nosso percurso

Iniciámos a caminhada junto ao Hotel São Pedro. Atravessámos a vila pelas ruas centrais e pelos jardins, até encontrarmos o rio e o início da ecovia.

Todo o percurso está muito bem cuidado, tanto nos passadiços de madeira como nos restantes troços — mesmo com as marcas bem visíveis das cheias recentes.

No regresso, fizemos ainda um pequeno desvio até ao Parque do Ribeiro de Gondim, um espaço verde muito agradável que vale a visita.

É justo deixar uma nota de reconhecimento à Câmara Municipal de Arouca, pelo excelente trabalho na valorização e promoção do turismo de natureza na região.

Apoios e acessos

  • ✔ Ideal para fazer em família ou com amigos

  • ✔ Pode ser percorrido em qualquer altura do ano

  • ⚠ Em dias húmidos, atenção aos passadiços escorregadios

  • 📏 Distância flexível: entre pequenos troços e até cerca de 22 km (ida e volta)

No nosso caso, como estávamos com tempo limitado, fizemos 12 km (ida e volta). Ainda assim, foi suficiente para desfrutar da essência deste vale encantador.

Se procuras uma caminhada tranquila, com água sempre por perto e paisagens naturais autênticas, a Ecovia do Arda é uma excelente escolha.

Já conheces este trilho ou ficou na tua lista? 

Dados Técnicos


Distancia percorrida : 12 Kms,

Dificuldade: Fácil

Desnível positivo: 100 metros

Trilho wikiloc Ecovia do Arda


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Passadiços do Paiva e Ponte 516 Arouca: natureza em estado puro



À data da nossa visita, devido aos incêndios do verão de 2025, apenas era possível percorrer os passadiços entre a Praia Fluvial do Areinho e a do Vau. A entrada do lado de Espiunca encontrava-se encerrada, sendo o único acesso disponível pelo Areinho.

Optámos por fazer o percurso de ida e volta, num total aproximado de 10 km. Para quem preferir realizar apenas um dos sentidos, existe a possibilidade de regressar ao ponto inicial de jipe ou táxi.

Uma nota importante para quem vai visitar a Ponte Suspensa e adquiriu bilhete pelo Areinho: o horário indicado refere-se à entrada na ponte, e não ao acesso ao Areinho.

As chuvas das semanas anteriores deram ainda mais vida ao cenário. O Rio Paiva, os ribeiros e as cascatas ao longo do percurso apresentavam um caudal impressionante, tornando a paisagem ainda mais arrebatadora.

Os Passadiços do Paiva acompanham o rio ao longo do vale, onde o som constante da água se mistura com o verde intenso da vegetação. As cores da natureza são simplesmente fantásticas.

No entanto, muita chuva significa também muita humidade. Em vários pontos, a madeira estava escorregadia, exigindo atenção redobrada para evitar quedas — mesmo com calçado de sola aderente.

Sem dúvida, trata-se de um dos mais belos percursos naturais de Portugal.

A subida desafiante até à ponte

Não sei como estará o acesso pelo lado de Espiunca, mas pela entrada onde iniciámos o percurso, após algumas centenas de metros surge uma subida íngreme: cerca de 600 degraus numa ascensão acentuada até à entrada da ponte suspensa.

Não é recomendável para quem não tenha alguma preparação física, sobretudo porque a ponte pode ser visitada com acesso mais facilitado pela entrada de Alvarenga.


A impressionante Ponte 516 Arouca

A Ponte 516 Arouca é uma das mais impressionantes pontes pedonais suspensas do mundo e integra o Arouca Geopark.

Com 516 metros de comprimento — número que lhe dá o nome — estende-se a cerca de 175 metros de altura sobre o Rio Paiva, proporcionando uma experiência única, especialmente para quem não sofre de vertigens.

O piso é em rede metálica, permitindo ver o vale e o rio sob os pés, o que intensifica a sensação de altura e aventura. A estrutura metálica é sustentada por cabos de aço e ancorada em duas torres de betão em forma de “V” nas extremidades.

A travessia demora, em média, cerca de dez minutos, dependendo do ritmo de cada visitante. Durante o percurso, a ponte pode oscilar ligeiramente, sobretudo em dias de vento ou com a passagem de outras pessoas — um detalhe que aumenta a adrenalina.

Do alto, as vistas sobre a Garganta do Paiva, as encostas verdejantes e a paisagem rochosa envolvente são absolutamente memoráveis. Inaugurada em maio de 2021, tornou-se rapidamente um dos principais pontos turísticos da região e um símbolo contemporâneo da engenharia em Portugal.


O Rio Paiva: um tesouro natural

O Rio Paiva é considerado um dos rios mais limpos e bem preservados do país. Nasce na Serra de Leomil, no concelho de Moimenta da Beira, e percorre cerca de 110 quilómetros até desaguar no Rio Douro, junto a Castelo de Paiva.

Ao longo do seu percurso, atravessa vales profundos, encostas escarpadas e impressionantes formações rochosas, como a Garganta do Paiva, no concelho de Arouca — uma das zonas mais emblemáticas do território integrado no Arouca Geopark.

As suas margens, cobertas por vegetação autóctone, abrigam uma rica biodiversidade, incluindo diversas espécies de aves, peixes e mamíferos.

Além da contemplação, o rio é também muito procurado para atividades como rafting, canoagem e caminhadas. Apesar do crescente fluxo turístico, mantém um caráter selvagem e tranquilo, sendo um excelente exemplo de conservação ambiental e valorização sustentável da natureza em Portugal.

Se procura um destino que combine paisagem dramática, desafio físico e contacto profundo com a natureza, os Passadiços do Paiva e a Ponte 516 Arouca são uma escolha absolutamente imperdível.

Apoios e acessos

Do lado do Areinho há um bar bastante agradável, no dia em que fomos havia uma funcionária extremamente simpática e prestável. Há onde estacionar e, no verão, uma praia fluvial.

No Vau, há um bar, que nesta altura estava encerrado, casas de banho e uma praia fluvial.

Quando ir?


Os passadiços e a ponte estão abertos durante todo o ano. Imagino que cada estação tenha a sua beleza particular: nesta altura, há muita água e tanto o rio como as cascatas são um espetáculo à parte; no verão, há praias fluviais para aproveitar; e o outono também tem o seu encanto especial. 

Dados Técnicos

Distancia percorrida : 12 Kms, incluindo a ponte

Dificuldade: Média/Alta (São mais de 1000 Degraus)

Desnível positivo: 450 metros 

Trilho wikiloc Passadiços do Paiva

Jorge Soares

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Passadiços de Aveiro: entre a ria e o estuário do Vouga

Há percursos que nos convidam a abrandar — e este é um deles. O trilho de ida e volta nos Passadiços de Aveiro, com início e fim no Cais da Ribeira de Esgueira, é uma caminhada tranquila, acessível e perfeita para quem procura natureza, água e horizontes abertos.

Um percurso plano, simples e surpreendente

O trajeto é completamente plano, alternando entre passadiços de madeira e caminhos de terra batida. A progressão é fácil e agradável, ideal para todas as idades, seja a caminhar, a correr ou até de bicicleta.

Seguimos até ao ponto onde o percurso encontra o Rio Vouga, junto à Ponte Caída. A ideia inicial era continuar ao longo do rio até ao Parque de Merendas do Outeiro. No entanto, devido às tempestades dos últimos dias, o Vouga tinha galgado as margens e o trilho encontrava-se inundado, obrigando-nos a regressar.

Ainda assim, a experiência manteve-se memorável.



Entre a água doce e a água salgada

Ao longo do percurso, a proximidade constante da Ria de Aveiro cria uma atmosfera muito própria. A paisagem é ampla, luminosa e marcada por zonas húmidas, salinas e vegetação adaptada ao ambiente salino.

Na zona de Aveiro e da freguesia de Cacia, o Vouga aproxima-se do seu troço final antes de se fundir com a ria. Aqui, o rio abranda, divide-se em braços e canais e mistura-se com a influência das marés, formando um ambiente de características estuarinas. O resultado é um ecossistema rico, onde é frequente observar aves aquáticas e uma paisagem que parece mudar consoante a luz do dia.




Quando ir?

O percurso é transitável em qualquer altura do ano e totalmente acessível. No entanto, há poucos locais com sombra, pelo que no verão é aconselhável evitar as horas de maior calor.

Virado a oeste, este trilho deve proporcionar um espetáculo extraordinário ao final do dia. O pôr do sol reflete-se na água, pintando o céu e a ria com tons dourados e rosados — um momento perfeito para terminar a caminhada.

Apoios e acessos

Do lado de Esgueira existe um café bastante agradável, ideal para uma pausa antes ou depois do percurso, e há bastante estacionamento nas imediações, o que facilita o acesso.

Mais do que um simples trilho, este percurso é um convite a descobrir a ligação profunda entre Aveiro, o seu rio e a sua ria. Um espaço onde natureza, luz e água se encontram — e onde cada passo acompanha o ritmo calmo da paisagem.


Jorge Soares


Dados técnicos


Distancia : 12 Kms

Dificuldade : fácil

Desnível Positivo : 0

Trilha Wikiloc :Passadiços de Aveiro

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Pr8+Pr9 de Monchique - Os caminhos de Alferce e Passadiços do Barranco do Demo



Trilho circular que percorre partes do PR8 e do PR9 de Monchique.

Com início e chegada a Alferce, este trilho percorre serras e vales florestais e rurais da Serra de Monchique.

O início é junto à Igreja Matriz de São Romão, na aldeia de Alferce. Após atravessar a aldeia, segue-se uma descida acentuada até ao vale da Ribeira de Monchique. O trilho acompanha o vale junto à ribeira, sendo necessário atravessá-la a vau em duas ocasiões.

Segue depois sempre em subida, por caminhos florestais, até à aldeia da Umbria. Após a passagem pela aldeia, o percurso continua pela antiga estrada romana até à aldeia do Alto de Baixo.

Na aldeia, abandona-se o percurso do PR8 e segue-se o PR9, com destino aos Passadiços do Barranco do Demo, à ponte suspensa e, posteriormente, de regresso a Alferce.

Trata-se de um trilho muito agradável pela Serra de Monchique, com paisagem variada, combinando serra, aldeias e vistas muito bonitas. Os pontos altos do percurso são as duas passagens pela ribeira e os Passadiços do Barranco do Demo.

Todo o percurso tem bastantes zonas de sombra. Ambos os PR apresentam boa marcação, pelo que não é difícil seguir o trajeto. O trilho pode ser percorrido em qualquer altura do ano, embora seja necessário ter atenção às duas passagens a vau da ribeira, especialmente em períodos de maior pluviosidade.

Pode ser realizado em qualquer dos sentidos dos ponteiros do relógio; no entanto, aconselha-se o sentido contrário ao dos ponteiros, pois termina nos passadiços, enquanto o outro sentido termina com uma subida íngreme.


Ficha técnica 

Distancia percorrida: 12 Kms

Dificuldade: média

Desnivel positivo: 450 metros

Tempo de caminhada: aproximadamente 4 horas

Percurso wikiloc


Pontos de passagem

Alferce

Alferce é uma pequena aldeia serrana do concelho de Monchique, no Algarve, com um ambiente muito tranquilo e profundamente ligado à natureza.

Fica encaixada entre vales verdes e colinas da Serra de Monchique, longe do litoral turístico. Aqui o tempo anda devagar: há casas brancas simples, ruas estreitas, terrenos agrícolas e um silêncio que só é interrompido pelo canto dos pássaros, pela água dos ribeiros ou por algum trator ao longe.




Ribeira de Monchique

A Ribeira de Monchique é um dos elementos naturais mais marcantes da Serra de Monchique — discreta, mas vital.

Nasce nas zonas mais altas da serra, alimentada por nascentes e linhas de água que descem por encostas íngremes, seguindo o seu caminho serpenteando por vales profundos e férteis. Ao longo do percurso, dá vida à paisagem e às pessoas que dela dependem.




Passadiços do Barranco do Demo

Os Passadiços do Barranco do Demo percorrem um vale profundo e estreito da Serra de Monchique, acompanhando o traçado natural do barranco entre encostas íngremes e vegetação densa. O caminho alterna entre estruturas de madeira e troços de terra batida, integrando-se no relevo acidentado do terreno. Ao longo do percurso, o desnível acentuado cria uma sensação constante de verticalidade, com escadarias que sobem e descem de forma abrupta.

A paisagem é marcada por rocha exposta, taludes cobertos de fetos e árvores serranas, como medronheiros e sobreiros, que fecham o vale e criam um ambiente fresco e sombrio. Nos períodos mais húmidos, a água percorre o fundo do barranco, escorrendo entre pedras e raízes, reforçando o carácter vivo e natural do espaço.

O silêncio é dominante, interrompido apenas pelo som da água, do vento ou da fauna local. O percurso, embora curto, exige esforço físico e atenção, convidando a uma experiência intensa e envolvente. Os passadiços revelam um lado mais agreste e profundo de Monchique, onde a natureza se impõe e o caminhar se transforma num contacto direto com a serra.




Barranco do Demo

O Barranco do Demo é um vale profundo e encaixado da Serra de Monchique, marcado por um relevo abrupto e por um ambiente natural intenso e quase fechado. As encostas íngremes descem de forma acentuada até ao fundo do barranco, criando uma sensação de profundidade e isolamento.

O leito é percorrido por uma linha de água sazonal que, nos meses mais chuvosos, corre entre rochas, raízes e pedras soltas, dando vida ao vale. No verão, a água diminui ou desaparece em alguns troços, mas o barranco mantém um ambiente fresco e húmido, protegido do sol direto.

A vegetação é densa e característica da serra: medronheiros, sobreiros, carvalhos, fetos e arbustos cobrem as encostas, fixando o solo e fechando a paisagem. Este conjunto cria um microclima próprio, mais fresco e sombrio do que as zonas envolventes.

O Barranco do Demo transmite uma sensação de natureza bruta e pouco domada. O silêncio, o relevo acidentado e a vegetação fechada tornam-no um espaço de forte presença natural, onde a serra se revela no seu lado mais agreste e profundo.


Jorge Soares

Imagens do Facebook de Jorge Victor.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Mata dos Medos e Passadiços das Arribas de Fonte da Telha


 Imagem do Wikiloc

Descrição do itinerário

Trilho circular não marcado, com início e fim no cruzamento da Fonte da Telha, junto ao comando da GNR.

O trilho é, na sua maior parte, em areia. Tem sombras ao longo de todo o percurso, pelo que pode ser percorrido em qualquer dos sentidos durante todo o ano. Ainda assim, no verão, com a areia seca e mole, pode apresentar algum nível de dificuldade, sobretudo devido à distância de 15 km.

Como a meio do percurso passa relativamente perto do ponto de início, pode ser percorrido de forma encurtada, apenas na zona norte — os passadiços e a parte mais densa da mata — ou a sul, pelas arribas e pelo Posto de Vigia do Cabo da Malha.

É um percurso longo, mas praticamente plano e acessível a todos.




Descrição do Percurso

Na parte inicial percorremos os trilhos da Grande Rota (GR11-E9) para sul, sempre pela parte superior da Arriba Fóssil, até chegarmos à vedação da base da NATO. Junto à vedação, dirigimo-nos para leste, deixando a falésia e o mar nas costas, até à entrada da base.

Viramos para norte pela estrada até encontrarmos uma cancela que dá acesso ao Posto de Vigia do Cabo da Malha. O miradouro, com 111 metros de altura, oferece vistas desimpedidas sobre toda a área florestal, as praias e as serras da Arrábida e de Sintra.

Seguimos para norte pelos trilhos que contornam a vedação da Herdade da Aroeira até ao parque de merendas da Aroeira.

Continuamos para norte pelos trilhos que serpenteiam pela densa vegetação da mata até ao cruzamento da estrada N377 com a Estrada Florestal da Fonte da Telha.

Após passarmos pela entrada da 6.ª Bateria da Raposa, voltamos aos trilhos da mata até chegarmos novamente ao parque de merendas.

Depois do parque de merendas, viramos para sudoeste pelos trilhos da mata até encontrarmos a entrada dos passadiços.




A Mata dos Medos

A Mata Nacional dos Medos é uma reserva botânica situada em Almada, junto à Costa da Caparica. Trata-se de uma área com cerca de 340 hectares de pinhal e matos mediterrânicos, classificada como reserva natural e integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil.

Foi plantada por ordem de D. João V, no século XVIII, para conter o avanço das dunas sobre as terras agrícolas, sendo também conhecida como Pinhal do Rei.

Apesar de existirem várias lendas e histórias que tentam explicar a origem do nome, este deriva dos “medos” ou “médões”, montes de areia movediça formados pelo vento que abundavam na área.

Foi classificada como Reserva Botânica em 1971 e integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.




Os Passadiços

Os Passadiços, construídos em 2021, têm uma extensão aproximada de 4 km. Fazem parte dos circuitos de interpretação da Mata dos Medos e percorrem uma área arborizada com pinheiro-manso e outras espécies autóctones. Desenvolvem-se em paralelo com a Arriba Fóssil da Fonte da Telha e, ao longo do percurso, existem vários miradouros de onde se podem observar os extensos areais e o mar.

Dados técnicos e fotografias do percurso no Wikiloc

Jorge Soares

De Alhandra a Vila Franca de Xira, entre o Rio Tejo e as aldeias da serra

Um percurso realmente diferente e diverso, num só dia combinamos a tranquilidade do Tejo, o ambiente urbano ribatejano e os trilhos exigent...