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domingo, 25 de janeiro de 2026

PR1 Palmela, Serra dos Gaiteiros, Vale de Barris e Serra do louro


Imagem do Wikiloc

Descrição do Trilho

Trilho baseado no PR1 de Palmela, mas com algumas variantes que acrescentaram cerca de 5 km ao percurso original.

Iniciámos o percurso junto à Casa-Mãe da Rota dos Vinhos e seguimos até ao Castelo de Palmela. A partir daí, descemos pela calçada romana até à Baixa de Palmela. Continuámos pela Estrada da Lagartixa e por trilhos até às antenas, ponto mais alto da Serra do Louro.

Seguimos depois por estrada até à Quinta do Moinho da Páscoa, onde apanhámos o estradão em direção à Quinta da Escudeira. Após a passagem pelo ribeiro, seguimos até à Estrada do Vale de Barris, por onde continuámos até ao Trilho do Fio Dental, que nos levou ao cume da Serra do Louro. Daí, seguimos pelo estradão até regressarmos a Palmela.

Nas últimas semanas tem havido muita chuva; apesar disso, o percurso é bastante acessível, exceto no Trilho do Fio Dental, onde se verificava alguma lama.

Este é um trilho relativamente longo, com cerca de 17 km, mas com bastante sombra, sendo praticável durante todo o ano. Trata-se de um percurso de sobe e desce, com um desnível acumulado de 462 metros, que classifico como de dificuldade média/alta.

Aconselha-se a realização do trilho no sentido dos ponteiros do relógio, uma vez que, no sentido contrário, o percurso termina com a subida da calçada romana.

Distância: 17 Kms

Desnível positivo: 462 metros

Dificuldade: média/alta 4 em 5 (pela distância e o desnivel acumulado)


Serra dos Gaiteiros

A Serra dos Gaiteiros encontra-se inserida no Parque Natural da Arrábida, em Portugal. O seu ponto mais elevado é o Alto das Antenas da Serra dos Gaiteiros, com 226 metros de altitude.




Serra do Louro

A Serra do Louro encontra-se igualmente inserida no Parque Natural da Arrábida, tendo o seu ponto mais elevado no topo do Trilho da Crista do Louro, com 245 metros de altitude.



Vale de Barris

Entre a Serra dos Gaiteiros, a Serra do Louro e, a sul, a Serra de São Luís, encontra-se o Vale de Barris, um espaço de grande serenidade, profundamente ligado à natureza e à identidade rural da região.

Inserido entre serras de declive suave e com vista para a vila de Palmela e o seu castelo, predominam no vale os campos agrícolas, as plantações de oliveiras e a vegetação mediterrânica, criando um cenário verde que muda de tonalidade ao longo do ano. O ambiente é calmo, marcado pela presença da natureza, pela vida no campo e pelo turismo de natureza.




Castelo de Palmela

O Castelo de Palmela é um dos monumentos mais emblemáticos da região de Setúbal, destacando-se pela sua importância histórica e pela localização privilegiada.

Situado no topo da Serra de Palmela, a cerca de 230 metros de altitude, o castelo domina a paisagem envolvente, oferecendo uma vista ampla sobre a Península de Setúbal. Dali é possível avistar a vila de Palmela, o estuário do rio Sado, a planície do Vale do Tejo, a Serra da Arrábida e, em dias de boa visibilidade, até Lisboa. Esta posição estratégica explica a sua relevância militar ao longo dos séculos, funcionando como ponto de vigilância e defesa do território.

A história do castelo remonta à ocupação romana, embora tenha sido durante o período muçulmano que a fortificação ganhou maior expressão. No século XII, no contexto da Reconquista Cristã, foi conquistado por D. Afonso Henriques e posteriormente entregue à Ordem de Santiago, que ali estabeleceu uma das suas principais sedes em Portugal. Sob a administração desta ordem, o castelo foi ampliado e reforçado, assumindo um papel central na defesa do sul do reino.

Ao longo da Idade Média e da Época Moderna, o Castelo de Palmela sofreu várias transformações, adaptando-se a novas necessidades militares e resistindo a conflitos e a terramotos. No seu interior destaca-se o antigo Convento da Ordem de Santiago, atualmente adaptado a pousada, bem como as muralhas, torres e portas, que testemunham a longa evolução da fortificação.

Atualmente, o Castelo de Palmela constitui um importante património histórico e cultural, sendo um dos principais pontos de interesse turístico da região. Para além do seu valor arquitetónico, oferece uma leitura clara da história de Portugal e um contacto privilegiado com a paisagem envolvente.



Track do trilho e imagens  no wikiloc
 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Setúbal, a serra de São Luís e a subida à Vigia

 

vígiamapa.PNG

Imagem do Wikilock

A Serra de São Luís encontra-se inserida no Parque Natural da Arrábida e tem, no seu topo, o ponto mais elevado do concelho de Palmela e segundo ponto mais alto da Serra da Arrábida, com 395 metros de altitude. Situa-se no extremo nordeste e forma a segunda linha de serras do Parque Natural da Arrábida, conjuntamente com a Serra dos Gaiteiros (226 m).

Desde tempos muito remotos que a Serra de São Luís tem sido ocupada e utilizada pelos seres humanos nas mais diversas vertentes, ficando, assim, ao longo dos tempos, marcas dessa presença. As pedreiras existentes serão talvez a marca mais visível, constituindo uma “cicatriz” bem marcada na paisagem. Estas pedreiras foram encerradas na década de setenta do século XX, aquando da criação do Parque Natural da Arrábida. Nelas era extraído calcário, mas também a famosa Brecha da Arrábida. Numa das pedreiras é possível observar pegadas de dinossauros.

Na vertente sul encontra-se a Ermida de São Luís da Serra, bem como uma pequena capela, um miradouro e um parque de merendas. No topo está instalado um posto de vigia dos guardas do Parque Natural da Arrábida, sendo o seu acesso um dos mais populares da serra.

A Ermida de São Luís da Serra é um local histórico e religioso no Parque Natural da Arrábida, próximo de Setúbal, muito procurado para caminhadas e trilhos pedestres, especialmente a rota circular que por ali passa. Oferece vistas deslumbrantes e constitui um ponto de convívio tradicional, com celebrações de pastores na Pascoela e a bênção de animais.

Iniciámos a caminhada junto à Escola Secundária do Viso, seguindo antigos caminhos da serra até ao Grelhal. Após a travessia da EN10, inicia-se a subida que nos leva até à Capela de São Luís.

O miradouro junto à capela proporciona vistas amplas sobre a Serra da Arrábida até ao Formosinho, o estuário do Sado, Tróia e a cidade de Setúbal.

De seguida, percorremos trilhos e estradões que contornam a serra, até iniciarmos a subida à Vigia.

Passando por uma das antigas pedreiras de Brecha da Arrábida, seguimos um trilho em zigue-zague até chegarmos ao local onde foi colocada a mesa. Trata-se de um miradouro com quase 360 graus, oferecendo vistas desafogadas sobre toda a Serra da Arrábida e, em dias claros, sobre a costa atlântica quase até Sines e, para norte, o rio Tejo, Lisboa e a Serra de Sintra.

Infelizmente, calhou-nos um dia de nuvens baixas e poucas vistas.

Após passarmos pelo posto da Vigia, iniciámos a descida pelo estradão que nos levou novamente à EN10.

De regresso ao Grelhal, o retorno ao ponto de partida fez-se pelo troço de calçada romana até ao Viso.

O trilho tem bastantes sombras pelo que pode ser percorrido em qualquer altura do ano, a parte mais exposta é o estradão, pelo que recomendo que seja feito no sentido dos ponteiros do relógio.

Mais detalhes e fotografias no wikiloc

Fonte (Wikipédia)

De Alhandra a Vila Franca de Xira, entre o Rio Tejo e as aldeias da serra

Um percurso realmente diferente e diverso, num só dia combinamos a tranquilidade do Tejo, o ambiente urbano ribatejano e os trilhos exigent...