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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Pr8+Pr9 de Monchique - Os caminhos de Alferce e Passadiços do Barranco do Demo



Trilho circular que percorre partes do PR8 e do PR9 de Monchique.

Com início e chegada a Alferce, este trilho percorre serras e vales florestais e rurais da Serra de Monchique.

O início é junto à Igreja Matriz de São Romão, na aldeia de Alferce. Após atravessar a aldeia, segue-se uma descida acentuada até ao vale da Ribeira de Monchique. O trilho acompanha o vale junto à ribeira, sendo necessário atravessá-la a vau em duas ocasiões.

Segue depois sempre em subida, por caminhos florestais, até à aldeia da Umbria. Após a passagem pela aldeia, o percurso continua pela antiga estrada romana até à aldeia do Alto de Baixo.

Na aldeia, abandona-se o percurso do PR8 e segue-se o PR9, com destino aos Passadiços do Barranco do Demo, à ponte suspensa e, posteriormente, de regresso a Alferce.

Trata-se de um trilho muito agradável pela Serra de Monchique, com paisagem variada, combinando serra, aldeias e vistas muito bonitas. Os pontos altos do percurso são as duas passagens pela ribeira e os Passadiços do Barranco do Demo.

Todo o percurso tem bastantes zonas de sombra. Ambos os PR apresentam boa marcação, pelo que não é difícil seguir o trajeto. O trilho pode ser percorrido em qualquer altura do ano, embora seja necessário ter atenção às duas passagens a vau da ribeira, especialmente em períodos de maior pluviosidade.

Pode ser realizado em qualquer dos sentidos dos ponteiros do relógio; no entanto, aconselha-se o sentido contrário ao dos ponteiros, pois termina nos passadiços, enquanto o outro sentido termina com uma subida íngreme.


Ficha técnica 

Distancia percorrida: 12 Kms

Dificuldade: média

Desnivel positivo: 450 metros

Tempo de caminhada: aproximadamente 4 horas

Percurso wikiloc


Pontos de passagem

Alferce

Alferce é uma pequena aldeia serrana do concelho de Monchique, no Algarve, com um ambiente muito tranquilo e profundamente ligado à natureza.

Fica encaixada entre vales verdes e colinas da Serra de Monchique, longe do litoral turístico. Aqui o tempo anda devagar: há casas brancas simples, ruas estreitas, terrenos agrícolas e um silêncio que só é interrompido pelo canto dos pássaros, pela água dos ribeiros ou por algum trator ao longe.




Ribeira de Monchique

A Ribeira de Monchique é um dos elementos naturais mais marcantes da Serra de Monchique — discreta, mas vital.

Nasce nas zonas mais altas da serra, alimentada por nascentes e linhas de água que descem por encostas íngremes, seguindo o seu caminho serpenteando por vales profundos e férteis. Ao longo do percurso, dá vida à paisagem e às pessoas que dela dependem.




Passadiços do Barranco do Demo

Os Passadiços do Barranco do Demo percorrem um vale profundo e estreito da Serra de Monchique, acompanhando o traçado natural do barranco entre encostas íngremes e vegetação densa. O caminho alterna entre estruturas de madeira e troços de terra batida, integrando-se no relevo acidentado do terreno. Ao longo do percurso, o desnível acentuado cria uma sensação constante de verticalidade, com escadarias que sobem e descem de forma abrupta.

A paisagem é marcada por rocha exposta, taludes cobertos de fetos e árvores serranas, como medronheiros e sobreiros, que fecham o vale e criam um ambiente fresco e sombrio. Nos períodos mais húmidos, a água percorre o fundo do barranco, escorrendo entre pedras e raízes, reforçando o carácter vivo e natural do espaço.

O silêncio é dominante, interrompido apenas pelo som da água, do vento ou da fauna local. O percurso, embora curto, exige esforço físico e atenção, convidando a uma experiência intensa e envolvente. Os passadiços revelam um lado mais agreste e profundo de Monchique, onde a natureza se impõe e o caminhar se transforma num contacto direto com a serra.




Barranco do Demo

O Barranco do Demo é um vale profundo e encaixado da Serra de Monchique, marcado por um relevo abrupto e por um ambiente natural intenso e quase fechado. As encostas íngremes descem de forma acentuada até ao fundo do barranco, criando uma sensação de profundidade e isolamento.

O leito é percorrido por uma linha de água sazonal que, nos meses mais chuvosos, corre entre rochas, raízes e pedras soltas, dando vida ao vale. No verão, a água diminui ou desaparece em alguns troços, mas o barranco mantém um ambiente fresco e húmido, protegido do sol direto.

A vegetação é densa e característica da serra: medronheiros, sobreiros, carvalhos, fetos e arbustos cobrem as encostas, fixando o solo e fechando a paisagem. Este conjunto cria um microclima próprio, mais fresco e sombrio do que as zonas envolventes.

O Barranco do Demo transmite uma sensação de natureza bruta e pouco domada. O silêncio, o relevo acidentado e a vegetação fechada tornam-no um espaço de forte presença natural, onde a serra se revela no seu lado mais agreste e profundo.


Jorge Soares

Imagens do Facebook de Jorge Victor.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Trilho na Gâmbia – entre salinas, arrozais, vinhas, montado e o estuário do Sado


Imagem minha do Wikiloc

A zona da Gâmbia, na península de Setúbal, é um daqueles territórios onde a paisagem muda a cada quilómetro e onde a presença da água marca profundamente o território. Inserido no estuário do rio Sado, este trilho revela uma área baixa e plana, moldada pelas marés, pelos canais de água e pela atividade humana ao longo dos séculos.

O percurso tem início junto ao Parque de Campismo e desenvolve-se maioritariamente em estradas e estradões, tornando-o plano, acessível e muito agradável. Ao longo do caminho atravessam-se pequenas aldeias, zonas de montado, vinhas, extensos arrozais e as antigas salinas da Gâmbia, que hoje funcionam como importantes áreas de refúgio para aves aquáticas.




As salinas são um dos elementos mais marcantes da região. Durante séculos, a produção de sal teve aqui um papel fundamental na economia local. Atualmente, muitas destas estruturas encontram-se desativadas, mas mantêm um elevado valor ecológico, oferecendo cenários únicos e tranquilos, ideais para observação da natureza.

Os arrozais, alimentados por água doce, formam grandes superfícies alagadas durante parte do ano, criando paisagens muito diferentes conforme a estação. Na primavera e no verão dominam os tons verdes intensos; no final do ciclo, os campos ganham cores douradas antes da colheita.

Para além das zonas húmidas, o trilho atravessa áreas de montado, um ecossistema típico do sul de Portugal, dominado por sobreiros e azinheiras. Este sistema resulta de uma gestão tradicional do território e tem grande importância ambiental, sendo também fundamental para a biodiversidade local.

Um dos pontos de interesse do percurso é o cais palafítico da Gâmbia, construído sobre estacas de madeira cravadas no fundo do estuário. Este cais está ligado às antigas atividades de transporte fluvial, pesca e exploração das salinas, constituindo hoje um importante testemunho do património local e da relação histórica entre as populações e o rio Sado.

O trilho pode ser realizado em qualquer altura do ano e em ambos os sentidos. A versão por nós percorrida teve cerca de 15 km, mas o percurso é facilmente adaptável, podendo ser encurtado ou prolongado graças à extensa rede de caminhos existentes.




⚠️ Nota: Devido ao incêndio na ponte do Zambujal, não é atualmente possível a visita à Herdade nem ao Zambujal milenário.

Este é um percurso ideal para quem procura uma caminhada tranquila, rica em paisagens naturais e com forte ligação à história e identidade do estuário do Sado.

Trilho wikiloc Aqui

Dados técnicos:

Distância percorrida : 15 Kms

Desnivel positivo: 97 metros

Dificuldade: Fácil


Jorge Soares

domingo, 25 de janeiro de 2026

PR1 Palmela, Serra dos Gaiteiros, Vale de Barris e Serra do louro


Imagem do Wikiloc

Descrição do Trilho

Trilho baseado no PR1 de Palmela, mas com algumas variantes que acrescentaram cerca de 5 km ao percurso original.

Iniciámos o percurso junto à Casa-Mãe da Rota dos Vinhos e seguimos até ao Castelo de Palmela. A partir daí, descemos pela calçada romana até à Baixa de Palmela. Continuámos pela Estrada da Lagartixa e por trilhos até às antenas, ponto mais alto da Serra do Louro.

Seguimos depois por estrada até à Quinta do Moinho da Páscoa, onde apanhámos o estradão em direção à Quinta da Escudeira. Após a passagem pelo ribeiro, seguimos até à Estrada do Vale de Barris, por onde continuámos até ao Trilho do Fio Dental, que nos levou ao cume da Serra do Louro. Daí, seguimos pelo estradão até regressarmos a Palmela.

Nas últimas semanas tem havido muita chuva; apesar disso, o percurso é bastante acessível, exceto no Trilho do Fio Dental, onde se verificava alguma lama.

Este é um trilho relativamente longo, com cerca de 17 km, mas com bastante sombra, sendo praticável durante todo o ano. Trata-se de um percurso de sobe e desce, com um desnível acumulado de 462 metros, que classifico como de dificuldade média/alta.

Aconselha-se a realização do trilho no sentido dos ponteiros do relógio, uma vez que, no sentido contrário, o percurso termina com a subida da calçada romana.

Distância: 17 Kms

Desnível positivo: 462 metros

Dificuldade: média/alta 4 em 5 (pela distância e o desnivel acumulado)


Serra dos Gaiteiros

A Serra dos Gaiteiros encontra-se inserida no Parque Natural da Arrábida, em Portugal. O seu ponto mais elevado é o Alto das Antenas da Serra dos Gaiteiros, com 226 metros de altitude.




Serra do Louro

A Serra do Louro encontra-se igualmente inserida no Parque Natural da Arrábida, tendo o seu ponto mais elevado no topo do Trilho da Crista do Louro, com 245 metros de altitude.



Vale de Barris

Entre a Serra dos Gaiteiros, a Serra do Louro e, a sul, a Serra de São Luís, encontra-se o Vale de Barris, um espaço de grande serenidade, profundamente ligado à natureza e à identidade rural da região.

Inserido entre serras de declive suave e com vista para a vila de Palmela e o seu castelo, predominam no vale os campos agrícolas, as plantações de oliveiras e a vegetação mediterrânica, criando um cenário verde que muda de tonalidade ao longo do ano. O ambiente é calmo, marcado pela presença da natureza, pela vida no campo e pelo turismo de natureza.




Castelo de Palmela

O Castelo de Palmela é um dos monumentos mais emblemáticos da região de Setúbal, destacando-se pela sua importância histórica e pela localização privilegiada.

Situado no topo da Serra de Palmela, a cerca de 230 metros de altitude, o castelo domina a paisagem envolvente, oferecendo uma vista ampla sobre a Península de Setúbal. Dali é possível avistar a vila de Palmela, o estuário do rio Sado, a planície do Vale do Tejo, a Serra da Arrábida e, em dias de boa visibilidade, até Lisboa. Esta posição estratégica explica a sua relevância militar ao longo dos séculos, funcionando como ponto de vigilância e defesa do território.

A história do castelo remonta à ocupação romana, embora tenha sido durante o período muçulmano que a fortificação ganhou maior expressão. No século XII, no contexto da Reconquista Cristã, foi conquistado por D. Afonso Henriques e posteriormente entregue à Ordem de Santiago, que ali estabeleceu uma das suas principais sedes em Portugal. Sob a administração desta ordem, o castelo foi ampliado e reforçado, assumindo um papel central na defesa do sul do reino.

Ao longo da Idade Média e da Época Moderna, o Castelo de Palmela sofreu várias transformações, adaptando-se a novas necessidades militares e resistindo a conflitos e a terramotos. No seu interior destaca-se o antigo Convento da Ordem de Santiago, atualmente adaptado a pousada, bem como as muralhas, torres e portas, que testemunham a longa evolução da fortificação.

Atualmente, o Castelo de Palmela constitui um importante património histórico e cultural, sendo um dos principais pontos de interesse turístico da região. Para além do seu valor arquitetónico, oferece uma leitura clara da história de Portugal e um contacto privilegiado com a paisagem envolvente.



Track do trilho e imagens  no wikiloc
 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Mata dos Medos e Passadiços das Arribas de Fonte da Telha


 Imagem do Wikiloc

Descrição do itinerário

Trilho circular não marcado, com início e fim no cruzamento da Fonte da Telha, junto ao comando da GNR.

O trilho é, na sua maior parte, em areia. Tem sombras ao longo de todo o percurso, pelo que pode ser percorrido em qualquer dos sentidos durante todo o ano. Ainda assim, no verão, com a areia seca e mole, pode apresentar algum nível de dificuldade, sobretudo devido à distância de 15 km.

Como a meio do percurso passa relativamente perto do ponto de início, pode ser percorrido de forma encurtada, apenas na zona norte — os passadiços e a parte mais densa da mata — ou a sul, pelas arribas e pelo Posto de Vigia do Cabo da Malha.

É um percurso longo, mas praticamente plano e acessível a todos.




Descrição do Percurso

Na parte inicial percorremos os trilhos da Grande Rota (GR11-E9) para sul, sempre pela parte superior da Arriba Fóssil, até chegarmos à vedação da base da NATO. Junto à vedação, dirigimo-nos para leste, deixando a falésia e o mar nas costas, até à entrada da base.

Viramos para norte pela estrada até encontrarmos uma cancela que dá acesso ao Posto de Vigia do Cabo da Malha. O miradouro, com 111 metros de altura, oferece vistas desimpedidas sobre toda a área florestal, as praias e as serras da Arrábida e de Sintra.

Seguimos para norte pelos trilhos que contornam a vedação da Herdade da Aroeira até ao parque de merendas da Aroeira.

Continuamos para norte pelos trilhos que serpenteiam pela densa vegetação da mata até ao cruzamento da estrada N377 com a Estrada Florestal da Fonte da Telha.

Após passarmos pela entrada da 6.ª Bateria da Raposa, voltamos aos trilhos da mata até chegarmos novamente ao parque de merendas.

Depois do parque de merendas, viramos para sudoeste pelos trilhos da mata até encontrarmos a entrada dos passadiços.




A Mata dos Medos

A Mata Nacional dos Medos é uma reserva botânica situada em Almada, junto à Costa da Caparica. Trata-se de uma área com cerca de 340 hectares de pinhal e matos mediterrânicos, classificada como reserva natural e integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil.

Foi plantada por ordem de D. João V, no século XVIII, para conter o avanço das dunas sobre as terras agrícolas, sendo também conhecida como Pinhal do Rei.

Apesar de existirem várias lendas e histórias que tentam explicar a origem do nome, este deriva dos “medos” ou “médões”, montes de areia movediça formados pelo vento que abundavam na área.

Foi classificada como Reserva Botânica em 1971 e integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.




Os Passadiços

Os Passadiços, construídos em 2021, têm uma extensão aproximada de 4 km. Fazem parte dos circuitos de interpretação da Mata dos Medos e percorrem uma área arborizada com pinheiro-manso e outras espécies autóctones. Desenvolvem-se em paralelo com a Arriba Fóssil da Fonte da Telha e, ao longo do percurso, existem vários miradouros de onde se podem observar os extensos areais e o mar.

Dados técnicos e fotografias do percurso no Wikiloc

Jorge Soares

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Almada, o parque da paz, o Cristo Rei e as vistas do rio

 

almadamapa.PNG

Imagem do Wikiloc

Descrição do percurso

Trilha circular com início no parque de estacionamento do Centro Sul (gratuito), com passagem pelo Parque da Paz, Parque Urbano do Pragal e pelo Santuário do Cristo Rei.

Após a passagem pelo Cristo Rei, o percurso dirige-se até às margens do rio Tejo, sempre com uma vista privilegiada para a Ponte 25 de Abril, passando junto às ruínas da Quinta da Arealva.

Continua junto ao rio até ao Cais do Ginjal e sobe pela Rua do Olho de Boi até ao Centro de Arte da Quinta da Cerca. Após a visita à quinta, regressamos à Rua do Ginjal pela escadaria junto ao elevador.

O percurso segue pela Rua do Ginjal, sempre junto ao Tejo, até Cacilhas. De seguida, passamos junto ao Farol de Cacilhas, ao submarino Barracuda e à Fragata D. Fernando II e Glória.

Depois, seguimos pela Avenida Aliança Povo MFA até ao Mercado da Romeira, onde podemos observar várias pinturas de arte urbana.
 
Percurso longo, com mais de 14 km, mas relativamente fácil, que pode ser percorrido em qualquer altura do ano. Aconselho que seja feito no sentido dos ponteiros do relógio, pois no sentido contrário existe uma subida muito íngreme entre a Quinta da Arealva e o Cristo Rei.

Parque da Paz

O Parque da Paz é um parque urbano situado na cidade de Almada. Tem cerca de 60 hectares e foi projetado pelo arquiteto Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1995. Desde então, os almadenses e visitantes da cidade podem usufruir deste vasto espaço verde.

Para além de extensos relvados e zonas arborizadas, o parque conta com um lago que serve de bacia de retenção da Vala do Caramujo, áreas desportivas e várias obras de arte.

Entre estas destaca-se o Monumento à Paz, um conjunto escultórico construído em ferro, situado numa das entradas norte do parque. Esta obra, da autoria de João Aurélio, pretende sublinhar a complexa dificuldade que muitas vezes caracteriza os caminhos da paz entre os homens, realçando os valores da tolerância, compreensão e respeito pelos outros, princípios essenciais à elevação do ser humano.

Cristo Rei

O Santuário Nacional do Cristo Rei, ou simplesmente Cristo Rei, é um santuário e monumento religioso inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, localizado na freguesia do Pragal, no município de Almada, na Área Metropolitana de Lisboa, em Portugal. Foi construído na década de 50 do século passado e inaugurado em maio de 1959.

A sua base constitui um excelente miradouro sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a cidade de Lisboa.

Está aberto ao público todos os dias, entre as 10h00 e as 17h00.

Quinta da Arealva

A Quinta da Arealva é um monumento no município de Almada, na margem sul do rio Tejo, em Portugal. Consiste nas ruínas de uma  antiga propriedade agrícola ligada à produção de vinho que, para além dos terrenos de vinha, incluía um palácio e várias estruturas de apoio à viticultura, como armazéns, tanoarias e um cais fluvial.

A quinta situa-se junto ao Cais do Olho de Boi, na zona do Ginjal, em Almada, e localiza-se nas imediações do Santuário Nacional do Cristo Rei. Trata-se de uma propriedade de grandes dimensões que inclui as antigas dependências do palácio, um antigo complexo vinícola com as respetivas estruturas de apoio, como armazéns, um cais no rio Tejo e um estaleiro, vários edifícios residenciais e uma ponte em madeira e alvenaria.

Alguns dos edifícios, como os antigos armazéns e a tanoaria, são de construção setecentista e integram o estilo pombalino. Um dos elementos mais destacados da propriedade é o antigo jardim da quinta, situado a cerca de 48 metros de altitude, nas imediações da Igreja de São Paulo.
(Fonte: Wikipédia – Quinta da Arealva)

Casa da Cerca

Construída entre o final do século XVII e o início do século XVIII, a Casa da Cerca foi a casa senhorial de uma quinta de recreio, conhecida como “Palácio” ou “Quinta da Cerca”. Situada na zona antiga de Almada, desfruta de uma localização privilegiada, oferecendo uma das mais marcantes perspetivas sobre a cidade de Lisboa e o rio Tejo. A visita ao espaço da quinta é gratuita.
 
Mais informação e fotografias no Wikiloc

Jorge Soares

Setúbal, a serra de São Luís e a subida à Vigia

 

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Imagem do Wikilock

A Serra de São Luís encontra-se inserida no Parque Natural da Arrábida e tem, no seu topo, o ponto mais elevado do concelho de Palmela e segundo ponto mais alto da Serra da Arrábida, com 395 metros de altitude. Situa-se no extremo nordeste e forma a segunda linha de serras do Parque Natural da Arrábida, conjuntamente com a Serra dos Gaiteiros (226 m).

Desde tempos muito remotos que a Serra de São Luís tem sido ocupada e utilizada pelos seres humanos nas mais diversas vertentes, ficando, assim, ao longo dos tempos, marcas dessa presença. As pedreiras existentes serão talvez a marca mais visível, constituindo uma “cicatriz” bem marcada na paisagem. Estas pedreiras foram encerradas na década de setenta do século XX, aquando da criação do Parque Natural da Arrábida. Nelas era extraído calcário, mas também a famosa Brecha da Arrábida. Numa das pedreiras é possível observar pegadas de dinossauros.

Na vertente sul encontra-se a Ermida de São Luís da Serra, bem como uma pequena capela, um miradouro e um parque de merendas. No topo está instalado um posto de vigia dos guardas do Parque Natural da Arrábida, sendo o seu acesso um dos mais populares da serra.

A Ermida de São Luís da Serra é um local histórico e religioso no Parque Natural da Arrábida, próximo de Setúbal, muito procurado para caminhadas e trilhos pedestres, especialmente a rota circular que por ali passa. Oferece vistas deslumbrantes e constitui um ponto de convívio tradicional, com celebrações de pastores na Pascoela e a bênção de animais.

Iniciámos a caminhada junto à Escola Secundária do Viso, seguindo antigos caminhos da serra até ao Grelhal. Após a travessia da EN10, inicia-se a subida que nos leva até à Capela de São Luís.

O miradouro junto à capela proporciona vistas amplas sobre a Serra da Arrábida até ao Formosinho, o estuário do Sado, Tróia e a cidade de Setúbal.

De seguida, percorremos trilhos e estradões que contornam a serra, até iniciarmos a subida à Vigia.

Passando por uma das antigas pedreiras de Brecha da Arrábida, seguimos um trilho em zigue-zague até chegarmos ao local onde foi colocada a mesa. Trata-se de um miradouro com quase 360 graus, oferecendo vistas desafogadas sobre toda a Serra da Arrábida e, em dias claros, sobre a costa atlântica quase até Sines e, para norte, o rio Tejo, Lisboa e a Serra de Sintra.

Infelizmente, calhou-nos um dia de nuvens baixas e poucas vistas.

Após passarmos pelo posto da Vigia, iniciámos a descida pelo estradão que nos levou novamente à EN10.

De regresso ao Grelhal, o retorno ao ponto de partida fez-se pelo troço de calçada romana até ao Viso.

O trilho tem bastantes sombras pelo que pode ser percorrido em qualquer altura do ano, a parte mais exposta é o estradão, pelo que recomendo que seja feito no sentido dos ponteiros do relógio.

Mais detalhes e fotografias no wikiloc

Fonte (Wikipédia)

Dar a volta à lagoa de Albufeira

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Imagem do Wikiloc

Este trilho contorna a Lagoa de Albufeira, passando pela Herdade da Apostiça e pelo posto de observação de aves da lagoa, oferecendo paisagens variadas ao longo de todo o percurso.

Entre o posto de observação de aves e a Herdade da Apostiça existe um troço de cerca de 2,5 km feito por estrada, onde é aconselhável algum cuidado, sobretudo em dias com mais trânsito.

Já tinha realizado este trilho duas vezes no passado, ambas durante o verão, quando a lagoa apresentava níveis de água mais baixos. Desta vez, encontrei uma realidade bem diferente: a lagoa estava cheia, o que reduziu a caminhada junto à margem e aumentou os troços de areia, tornando o percurso fisicamente mais exigente.

Uma das grandes surpresas foram as valas e pequenos ribeiros com bastante água. Entre os quilómetros 3 e 5, foi necessário aumentar significativamente o percurso devido à impossibilidade de atravessar uma das valas, completamente cheia. Pelo caminho, houve ainda lugar à travessia de um pequeno ribeiro a vau e à superação de um troço com bastante lama, que exigiu alguma atenção redobrada.

No final, foi uma caminhada diferente do habitual, com uma lagoa transformada e novas perspetivas sobre um trilho que já conhecia. Um passeio fantástico, ideal para quem gosta de natureza, desafio e descoberta.

 

Panorama

Panorama


Dados Técnicos:

lagoa1.PNG

Link Wikilock da trilha 


Jorge Soares

De Alhandra a Vila Franca de Xira, entre o Rio Tejo e as aldeias da serra

Um percurso realmente diferente e diverso, num só dia combinamos a tranquilidade do Tejo, o ambiente urbano ribatejano e os trilhos exigent...